sábado, 31 de março de 2012

Underwear

Uniderwear masculino vintage para trabalho da oficina no Sesc.

Nanquim em bico de pena e lápis sobre manteiga.

Underwear
A male vintage underwear for a workshop at Sesc.
Pen and chinese ink, pencil on translucent paper.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Café - de novo e de novo... (89)

Esferográfica sobre sulfite previamente riscado com grafite do caderninho marrom. 

Coffee shop - again and again... (89)
Ballpoint pen on layout paper from brown sketchbook.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Café - de novo e de novo... (88)

Inaugurando novo caderno, que aparece à esquerda desta imagem neste post.

Esferográfica sobre sulfite previamente riscado com grafite do caderninho marrom. 

Coffee shop - again and again... (88)
A new sketchbook - the one at left in this photograph, of this post.
Ballpoint pen on layout paper from brown sketchbook.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Oficina no Sesc 12

Pessoas no trem, esferográfica sobre sulfite A5 do caderninho provisório. 
 
Workshop at Sesc 12
People on the train, ballpoint pen on A5 layout paper from provisory sketchbook.
 

terça-feira, 27 de março de 2012

Oficina no Sesc 11

Pessoa no trem, esferográfica sobre sulfite A5 do caderninho provisório. 
 
Workshop at Sesc 11
People on the train, ballpoint pen on A5 layout paper from provisory sketchbook.
 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Oficina no Sesc 10

Pessoa no ônibus, esferográfica sobre sulfite A5 do caderninho provisório. 

Workshop at sesc 10
People on the bus, ballpoint pen on A5 layout paper from provisory sketchbook.

domingo, 25 de março de 2012

Oficina no Sesc 09

Pessoa no trem, esferográfica sobre sulfite A5 do caderninho provisório. 

Workshop at sesc 09 
People on the train, allpoint pen on A5 layout paper from provisory sketchbook.

sábado, 24 de março de 2012

Oficina no Sesc 08

Pessoas no trem, esferográfica sobre sulfie do caderninho provisório.

Workshop at Sesc 08
People on the train, ballpoint pen on layout paper from provisory sketchbook.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Oficina no Sesc 07

Pessoa no metrô, esferográfica sobre sulfite A5 do caderninho provisório.

Workshop at sesc 07
Subway, ballpoint pen on A5 layout paper from provisory sketchbook.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Oficina no Sesc 06

Pessoas no Sesc, lápis sobre sulfite A5 do caderninho provisório.

Workshop at sesc 06
At Sesc, pencil on A5 layout paper from provisory sketchbook.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Oficina no Sesc 05

Pessoas no metrô, esferográfica sobre sulfite A5 do caderninho provisório.

Workshop at sesc 05
Subway, ballpoint pen on A5 layout paper from provisory sketchbook.

terça-feira, 20 de março de 2012

Oficina no Sesc 04 - café - de novo e de novo... (87)

Café de sempre, esferográfica sobre sulfite A5 do caderninho provisório.

Workshop at Sesc 04 - coffee shop - again and again... (87)
Usual coffee shop, ballpoint pen on A5 layout paper from provisory sketchbook.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Oficina no Sesc 03

Pessoas no metrô, esferográfica sobre sulfite A5 do caderninho provisório.

Workshop at sesc 03
Subway, ballpoint pen on A5 layout paper from provisory sketchbook.

domingo, 18 de março de 2012

Oficina no Sesc 02


Pessoas no trem, esferográfica sobre sulfite A5 do caderninho provisório.

Workshop at sesc 02
Ballpoint pen on A5 layout paper from provisory sketchbook.

sábado, 17 de março de 2012

Oficina no Sesc 01

Estou fazendo uma oficina no Sesc. Este caderninho de sulfites A4 dobrados e amarrados com uma fita azul faz parte de um exercício do curso.

Aliás, o caderninho tosco acabou com o post de ontem (o que não me impede de retornar a ele para outras versões). :)

Uma parte da turma da oficina, lápis sobre sulfite do caderninho provisório.

Workshop at sesc 01
I'm participating in a workshop at Sesc. This sketchbook, made of A4 layout paper folded in two and tied with a blue ribbon, is a exercise. Oh, the clumsy sketchbook is totaly filled with the yesterday's post. :)
Colleagues of workshop, pencil on layout paper from provisory sketchbook.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ar condicionado

Na sala de espera do meu médico.

À esquerda, desenho de posto de saúde, já postado aqui.

Esferográfica sobre canson previamente rabiscado com hidrográfica do caderninho tosco.

Air conditioner
At physitian's waiting room.
At left, this sketch.
Ballpoint pen on canson paper from clusmsy sketchbook.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Café - de novo e de novo... (86)

Reflexo do café de sempre.

Esferográfica sobre canson previamente manchado com ecoline e goma arábica albion do caderninho tosco.

Coffee shop - again and again... (86)
Reflection on window glass.
Ballpoint pen on canson paper from clumsy sketchbook.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Café - de novo e de novo... (85)

Esferográfica e aquarela sobre canson do caderninho tosco.

Coffee shop - again and again... (85)
Ballpoint pen and watercolour on canson paper from clumsy sketchbook.

terça-feira, 13 de março de 2012

Café - de novo e de novo... (84)

Esferográfica sobre craft remendado do caderninho tosco.

Coffee shop - again and again... (84)
Ballpoint pen on craft paper from clymsy sketchbook.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Sesc Pompéia - fila 3

Esferográfica canson previamente desenhado com hidrocor do caderninho tosco.

Sesc Pompeia - queue3
Ballpoint pen on canson paper previously drawn  from clumsy sketchbook.

domingo, 11 de março de 2012

Sesc Pompéia - fila 2

Esferográfica sobre canson e craft do caderninho tosco.

Sesc Pompeia - queue2
Ballpoint pen on craft and  canson paper from clumsy sketchbook.

sábado, 10 de março de 2012

Sesc Pompéia - fila 1

Desenhando na fila do Sesc Pompéia.

Esferográfica sobre colagem de papel de seda sobre seda previamente caligrafada do caderninho tosco.

Sesc Pompeia - queue 1
Sketch at Sesc Pompéia's queue.
Ballpoint pen on tissue paper collage from clumsy sketchbook.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sonhos e café - de novo e de novo...(82.1)

Se você pudesse sonhar que coletou todas as suas inspirações e influências, com o que você sonharia?

Há alguns dias atrás, o ilustre ilustrador Renato Alarcão fez uma postagem muito interessante sobre um exercício no mínimo curioso, cujo conteúdo vocês podem conferir clicando aqui e trata exatamente deste tipo de sonho.

Não é segredo para ninguém que eu admiro muito este moço e, como acredito que é esperto quem segue os bons, sobretudo quando se trata deste tipo de exercício, hoje me dou ao luxo de fazer uma enorme postagem sobre... meus sonhos.

Aviso de antemão àqueles que se cansam com posts longos que este irá longe. Ao mesmo tempo recomendo este exercício a todos os criativos tal como fez o Alarcão! :)

OBS: muita coisa está linkada no Wikipedia, ao que alguns poderão torcer o nariz, mas fi-lo pois acredito que seja a página mais fácil para encontrar links relacionados a um assunto e também para os eventuais leitores em língua inglesa que podem acabar caindo de pára-quedas por estas bandas.

Inicio então este exercício com a famosa frase:

“Eu sonhei que...”

Fui novamente ofuscada pelo espetacular brilho dos pastéis de Odilon Redon (fotos minhas do Museé D’Orsay - o negócio brilha de verdade!!!);




Estou vestida num yuzenzome e orgulhosamente embrulhada num obi de Genbei Yamaguchi;

Estou na entrada do lindo Castelo de Chenonceau e vou andando pelos cômodos, inclusive o gabinete de Catarina de Médicis, até sentir sob meus pés as pedras irregulares do grande salão, pois as brancas já estão mais gastas que as negras;



  
Estou diante de tua crua nudez, Lucian Freud, num auto-retrato;

Abraço longa e carinhosamente uma enorme escultura de Henry Moore...

Sonho que sou uma andarilha na Veneza atual e naquela descrita nas águas-fortes de Giovanni Antonio Canal ou Canaletto, participando de um Carnaval elegantemente mascarada;

Que eu consigo ser certeira e sucinta como no "Copo d´Água" de Iran do Espírito Santo;

Mas não consigo deixar de girar os cilindros de oração no Nepal, ver as bandeirolas de orações tremularem ao vento, levando suas mensagens ao mundo;

Que eu me perco no tempo, no espaço, na luz e na escuridão das Cisternas da Basílica de Istambul;


Enquanto desejo adentrar e fazer parte do Codex Seraphinianus, para explorar e viver por um tempo neste exótico mundo;

Que sou abraçada pelo mundo imaginário de Kenji Miyazawa;

Fui, um dia, amada; amei e também fui uma megera, tal qual toda mulher em algum momento da vida, como Magda de “Não Amarás” de Krysztof Kieslowski...

Sonho em estar diante do Ovo de Inverno de Fabergé, que alivia o calor tropical e silencia meus demônios;


E ele está guardado neste gabinete em marchetaria de Jan van Mekeren, que está atualmente no Rijksmuseum, Amsterdã;



Consigo dar ao meu trabalho a solidão, a temperatura, o ar e o vento de Caspar David Friedrich;

Que seu encantadoramente triste Pintassilgo saiu voando feliz, meu caro e belo Carel Fabritius - impressão minha ou esta colocação dá margem para mais de uma interpretação? :)

Sonho que estou novamente diante deste Gerhard Richter, rindo comigo mesma porque ele bagunçou minha cabeça, me fazendo ficar nas pontas dos pés para tentar enxergar uma paisagem atrás de nuvens pintadas;

 



Sou habilidosa no buril tal qual Claude Mellan;

Sento num ateliê para conversar longamente sobre escultura com László Moholy-Nagy;

Que tive um filho/a; 

Que estou em Angkor Wat, sentindo sob meus pés o frio chão de pedra e pensando sobre as tantas pessoas que ali viveram e construíram aquela maravilha;

E o mesmo faço ao andar por quilômetros, sobre a Muralha da China...

Sonho que estou novamente diante do Grande Buda de Nara – ele me sorri, sempre grande, dourado, esplêndido, generoso e maravilhoso – e é por isso que eu o amo;


Estou no deserto vendo um enorme navio passar por detrás das dunas no Canal de Suez;


Estou no navio que atravessa as várias eclusas do Canal do Panamá;


Diante do Taj Mahal, enquanto me maravilho com sua beleza, penso sobre o amor e a morte;

Eu sou destemida na hora de fazer talho doce, talho forte e xilogravura tal como Albrecht Dürer;

Consigo dar a elegância, altivez e silencioso brilho no que faço, como um pavão que abre sua cauda, como nas pinturas de Anthony Van Dyck;

Estou perdida pelo Het Palais, onde está o Mar Fluorescente de Maurits Cornelius Escher, no qual mergulho e cuja maré me acaricia. Quem sabe ali eu consiga ter a certeza e a certeira mão deste gravador holandês...

Sonho que sou a Amante de René Magritte e talvez eu não queira saber quem é o Amante;


Sou a dona da Luva das gravuras de Max Klinger;

Sou sugada e me perco no mundo das gravuras de James Abbott McNeill Whistler;

Visto, no verão, um yukata em aizome – ou índigo;

Cor também famosa nas gravuras de Utagawa Hiroshige – cuja técnica de degradês do impressor quero incorporar e cujas gravuras é onde quero morar;

Que eu sabia imprimir as gravuras negras de Itô Jakuchu, além de saber desenhar/pintar como ele e ter o seu imaginário;



Que chorei quando botei meus pés no Polo Sul e no Polo Norte. Mas no meio do caminho, tirei meu chapéu diante do único túmulo cuja cabeceira está voltada para o Polo Sul, nas Ilhas Geórgias do Sul – o de Sir Ernest Henry Shackleton - ele morreu no dia 5 de janeiro de 1922, no mesmo dia de meu aniversário, mas alguns anos antes... :)

Que sou a Ophelia de John Everett Millais, congelada no limiar do sonho e do pesadelo resinoso de Farnese de Andrade Neto;

Que o tenugüi se tornou moda no mundo todo e eu estaria produzindo um monte deles... :)

Sonho que estou sob o branco e estarrecedor sol da praia de Giovanni Battista Castagneto, esturricando;

Esturricado, tortuoso, anguloso e ressequidas paisagens e pessoas de Egon Schiele é sobre o que sonho falar e não consigo;


A voluptuosidade de cores, texturas e carnes de Gustav Klimt cantarolam nos meus mais abonados e luxuriosos sonhos;

Que olho nos olhos de Owen Chase e ele me conta sobre o Essex;

Sinto novamente as presenças que me observam por cima de meus ombros nas salas expositivas – estas pessoas foram pintadas por Rembrandt Harmenszoon van Rijn - incluindo seus auto-retratos - e, apesar de você saber que são pinturas, respiram e se fazem mais presentes que mero óleo sobre tela. Talvez até mais que pessoas de carne e osso;

Passeio longamente pelo Parque Güell;

Sou uma personagem imaginária na mente de Spike Jonze e eu riria disso com ele;

Fico hipnotizada pela densidade colorida da matéria de Jean Dubuffet;

Estou sozinha e frágil diante das farfalhantes folhas das gravuras de Hercules Seghers;

Vejo a porta se abrindo para um ambiente de branca, gentil e suave luminosidade holandesa entrando pela lateral nas meditativas pinturas de Johannes Vermeer;

Que suas águas-fortes e desenhos são tão delicadamente ricos e sensíveis que me fazem sorrir, Jean-Antoine Watteau;

Que eu sou o objeto exposto sendo observado pelas esculturas de Anish Kapoor. Fico envergonhada com olhar tão intenso que tento me esconder dentro de um Jesus Rafael Soto e não consigo;


Que um dogu está ali, para mim;

Que Edvard Munch é meu sonho e o meu pesadelo ao mesmo tempo, guardados numa estranha caixa de Pandora que temo abrir, porém não resisto;

Que estou sendo quase derrubada pela fúria dos ventos úmidos e gélidos do Sul, na Terra do Fogo

Que eu não fui tola e comprei o guarda-chuva das “Flores de Amendoeira” de Vincent Van Gogh – souvenir acessível em Amsterdã em que marquei bobeira quando estive lá;

Entrei no mais belo desenho de paisagem que eu já vi na minha vida, que está numa carta de Vincent Van Gogh (e esta imagem foi a mais próxima que eu achei daquela que eu vi no Museu Van Gogh...);


Que pensei novamente sobre a suprema beleza do que é ausente ou que está velado, diante de esculturas como a enorme Vênus de Milo, a Femme Voilée de Antonio Corradini e a Vitória de Samothrace, no Louvre;



Pintar, desenhar e saber dar as mãos com competentíssimos gravadores e impressores como Katsushika Hokusai;

Pelas praias da Holanda, perseguir ou ser perseguida por um dos monstrinhos movido a vento de Theo Jansen (eu sei, o vídeo está largo demais - quem puder me ajudar com este bug, por favor me dê uma luz!);


Que consigo fazer o tremeluzir de luzes como nas pinturas de Diego Rodriguez y Silva Velázquez

Tenho a habilidade dos artesãos de pedra do St. Stephansdon;


Estou, novamente, vendo a mesma catedral agora ao longe, na Viena nevada, a partir do Belvedere;


Que passei uma tarde andando em meio aos trabalhos de Ernesto Bonato, Ulysses Bôscolo, Fabrício Lopez e Francisco Maringelli;

Que esse virginiano estava me fazendo uma serenata, cantando “I’m your man” – se ele de fato fizesse isso, eu lhe daria, casa, comida e roupa lavada! :DDD

Enfim, eis uma pequena lista das coisas com as quais eu sonho, sonhei e que provavelmente continuarei sonhando ainda por um longo tempo. “Pequena” lista, porque se fosse falar ainda sobre Arcimboldo, Brueghel, Rafael, etc. eu poderia ficar anos escrevendo este post. :)

Ah, para quem é atento, ficou um pouco diferente da proposta inicial do Alarcão – acredito que ele citou suas influências e inspirações, enquanto me permiti ir um pouco mais além, incluindo aspirações, memórias reais e delírios.

Um senhor exercício, mas que no fim me deixou... feliz. :)


Finalmente, a imagem de hoje: uma nova versão desta.

Esferográfica e aquarela sobre colagem no caderninho tosco.

Dreams and coffee shop - again and again... (82.1)
A nice exercise suggested by the illustrator Renato Alarcão: write down a list of inspiring people and works! If you click on the links above, you'll find not only my inspiring people and things list, but you'll also find things I've done, things I want to do, to have and some more... :)
Today's image: a new version of this one.
Ballpoint pen and watercolour on collage on clumsy sketchbook.