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domingo, 29 de setembro de 2013

Passarinho Morto 2

Nova versão desta postagem.

Lápis B sobre canson do caderninho de chita (novo).

Agora é oficial: abri uma lojinha no Facebook. Chama-se Delírios do Paraíso. Ainda quase não há conteúdo, mas colocarei, aos poucos, basicamente as mesmas coisas que estão no Através do Sonho. :)

Dead Bird 2
New version of this image.
B pencil on canson paper from chita cover sketchbook (new).
It's official: I opened a store on Facebook. The name is  Delírios do Paraíso (Ravings from Paradise). There's not much things yet, but I'll be filling basically with the same content of Atraves do Sonho. :)

sábado, 6 de agosto de 2011

Passarinho morto

LinkDesenho citado neste post, porque o postal com a gravurinha já está no Blog de Arte Postal da Constança Lucas. Faz parte de uma série que eu vinha fazendo há algum tempo, mas eu tinha me esquecido deste desenho.

A gravurinha não ficou tão boa, mas enfim, coisas da vida.

Lápis 2B sobre neolite (imitação de linóleo) 7 x 7cm.

Dead bird
This sketch was quoted on this post, because the postal with this woodcut has been already uploaded at Constança Lucas 's  Blog de Arte Postal. It's part of a series I've been making for a while, but I've just forgot this sketch.

The woodcut isn't as good as, but this is just a fact of life.
2B pencil on neolite (linoleum imitation) 7 x 7 cm (2.8 x 2.8 in).

sábado, 29 de agosto de 2009

Un jour Pina a demandé

Eu sei que este blog é para ser um blgofólio, mas acabo me dando ao luxo de quebrar a regra de postar somente meus trabalhos por um bem maior (afinal de contas, é importante citar algumas inspirações, não é?): no momento estou trabalhando num lugar onde um trecho de Un jour Pina a Demandé de Pina Bausch é projetado. Fiquei tão encantada com este pedacinho de vídeo que acabei indo atrás para ver se encontrava mais informações sobre esta peça de dança.

Achei algumas coisas no YouTube. Faz pouco tempo que ela morreu, mas, de certa forma, eu já era intuitivamente fã dela, como pode ser visto neste trabalho (o último, azul) de alguns anos atrás. Originalmente, desenhei a partir de uma foto num livro e agora achei o vídeo com os dançarinos fazendo os delicados gestos que a fotografia já sugeria. Basta ir aos 27 segundos deste vídeo.

O trecho de vídeo que passa no lugar onde trabalho, porém, mostra uma fila de homens e outra de mulheres, andando uns atrás dos outros, repetindo delicados e misteriosos gestos ao som de uma melodia absolutamente maravilhosa. E como a projeção é feita num espaço circular com sete projetores um ao lado do outro, quem fica no meio sente-se como se estivesse no meio da roda daquelas enormes pessoas levemente sorridentes, dançando com gestos delicados. É tão lindo que chega a dar vertigens! Fiquei mezmerizada por este trecho, mas quando encontrei o vídeo no YouTube e descobri a fonte dos gestos repetidos, fiquei total de absolutamente maravilhada, ao ponto de virar geléia - sim, de virar exatamente isso, geléia pelo tanto de sublime! Os gestos vêm da interação inicial dos casais - e estes gestos se repetem mesmo depois dos casais se separarem. É tão lindo que estou totalmente geleiando no momento. Não deixem de conferir este trecho clicando nos 2:15 minutos deste vídeo. Esta peça tem cerca de 3 minutos, mas no lugar onde trabalho, o trecho só tem uns 60 segundos. Clicando no link do YouTube, você confere o sublime no qual ando me afogando ultimamente. Já se você quer ter um barato/vertigem no meio da roda destes dançarinos projetados num tamanho enorme, me dê um toque que eu lhe digo onde estou trabalhando, e você poderá conferir com seus próprios olhos e sentidos. Só antes que eu esqueça, a tal projeção estará disponível somente até o dia 1º de novembro.

Obrigada, Pina, pelo seu trabalho.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CADÁVER

Este desenho tem uma história interessante: neste dia eu estava passando por uns galpões do campus da universidade quando vi uma porta aberta e umas pessoas de avental branco conversando à porta. Vi pelo vão uns pezinhos de cor estranha e pedi para entrar. Eram alunos de Terapia Ocupacional tendo aula de anatomia.
O cheiro de formol fazia os olhos arderem. Vários cadáveres e pedaços jaziam em macas. As cores já estavam bem alteradas, muitos deles, dissecados, portanto, parecendo mais bonecos. O que mais me impressionou foi ver as impressões digitais (?) nas solas dos pés. Eram mesmo humanos.
O desenho não foi feio na hora. Foi feito de memória depois de chegar em casa e passar uma tarde chocada com os pezinhos. Só depois de desenhar, me senti melhor. De 2004.
Materiais: lápis 6B sobre papel Carta US gramatura padrão.