Mostrando postagens com marcador comemorativo (commemorative). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comemorativo (commemorative). Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
domingo, 2 de dezembro de 2018
sábado, 1 de dezembro de 2018
sábado, 16 de junho de 2018
quarta-feira, 28 de março de 2018
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
domingo, 6 de agosto de 2017
sábado, 31 de dezembro de 2016
domingo, 7 de agosto de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
Livro "O Rio"
Há alguns dias atrás fiz um post sobre o processo de confecção de uma publicaçãozinha independente que eu estava preparando em parceria com meu amigo Fernando Effori. Enfim, o livrinho nasceu! :)
Seguem as especificações do livro "O Rio":
Seguem as especificações do livro "O Rio":
- dimensões da capa: 9,8 x 14 cm em colorplus 240g/m;
- miolo em sulfite 75g impresso a laser preto com 48 páginas (publicação P&B);
- encadernação artesanal com fio encerado em duas cores;
- primeira edição: 20 volumes;
- não tem editora, ISBN, nem ficha catalográfica.
Seguem abaixo algumas páginas internas da publicação:
Teremos um lançamento beeeem informal num local que eu chamaria mais de botequifo (boteco-muquifo) chamado Lanchonete Vila Madalena (rua Marinho Falcão nº 30), neste sábado, dia 19 de março, à partir das 20 hs até as 23 hs. O voluminho custará R$ 20,00 mas o lançamento muquifento tem mais como objetivo reunir amigos e comemorarmos o nascimento da "criança". :)
O local é bem facinho de chegar: saindo da estação de metrô Vila Madalena, se você tropeçar, praticamente chega no local. Abaixo, mapinha:
Espero vê-los lá! :)
Espeficicações do mapinha: hidrocor e caneta nanquim sobre papel manteiga A4.
Book "The River"
A few days ago, I wrote a post about a indie publication process of a book that I was preparing with my friend Fernando Effori. Finally it's finished! :)
Some data about the book "The River":
- cover size: 3,8 x 5,5 inches, made of 240 g/m cardstock paper;
- book block: 75g layout paper printed by laser printer (B&W);
- handmade book binding, made with waxed two color strings;
- first edition: 20 volumes;
- no publisher, no ISBN, no index card.
Some spreads of the content.
We'll have a very informal release party at Lanchonete Vila Madalena (rua Marinho Falcão nº 30, São Paulo), next saturday, march 19 th, from 8 to 11 PM. The price of the book is R$ 20,00 ( ~U$5,35), but if you don't want to buy it, just come to party anyway! :)
Lanchonete Vila Madalena is very close to Vila Madalena subway station - just follow the map (watercolor pen and ink pen on A4 translucent paper).
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Escrevendo cartas
Num fim de tarde de domingo, durante um café entre amigos, surgiu espontaneamente a ideia de escrevermos cartas uns aos outros. Logo estávamos pegando os endereços dos interessados.
Isto foi em meados de novembro e, conforme o tempo foi passando, fui colecionando o endereço de um número maior de pessoas. Confesso que até agora enviei cartas a quase trinta pessoas diferentes, tendo recebido o feliz retorno de mais de meia dúzia delas.
Mas enfim, por qual razão escrever cartas numa época de tantas formas de comunicação instantâneas e gratuitas?
Acho que é exatamente por isso: as excessivas mensagens cheias de abreviações, ligeiras, sem começo, meio e fim – apenas uma longa sequência de frases curtas e por vezes desconexas –; talvez o ato de enviar cartas escritas à mão seja até mesmo uma modesta forma de contestação dessa enxurrada de comunicação fragmentada em que vivemos nos dias de hoje.
Escrever uma carta pede outro tipo de tempo. Ela exige uma capacidade de planejar, de projetar para evitar os erros e por vezes improvisar para contorna-los; não é um Word – a carta escrita à mão não aceita copy+paste (a não ser que você seja do tipo que “passa a limpo”, o que já é um planejamento por si só), nem Ctrl+Z. Ela exige concentração e foco para não escrever disparates a torto e a direito; exige que algumas regras sejam seguidas, como uma ortografia minimamente coerente para uma boa compreensão do texto e um fluxo de escrita não fragmentada como a das mensagens instantâneas.
Tudo isto demanda um tempo. E quando falamos de tempo, não posso deixar de me lembrar o que disse Jose “Pepe” Mujica, ex-presidente Uruguaio, quando define o tempo como algo extremamente precioso: o tempo de nossas vidas. Ele nos questiona como nós queremos gastá-lo (para o vídeo na íntegra, clique aqui).
Acho que escrever uma carta, exatamente por exigir um tempo mais dilatado que meras sequências de abreviações, emoticons e “kkks” do meio virtual, mostra o quão ela é especial. Ela é um tempo que um indivíduo dedica de sua vida – do seu tempo de vida – para transmitir um pensamento, um sentimento ao seu leitor. A carta tem um outro peso neste sentido.
Talvez alguns critiquem dizendo que a carta está mais próxima de um monólogo do que uma “conversa democrática” como num chat de whatsapp. Mas a participação democrática está na capacidade do leitor ler, compreender e analisar com profundidade e, principalmente, responder ao autor da carta, de forma coerente. É uma comunicação mais longa, que tem um tempo de escrita, envio, recebimento e resposta muito mais longo, mas que seguem as regras da circulação dos objetos reais – materiais – pelo mundo.
E é também nesta materialidade que reside um dos pontos mais interessantes de uma carta.
Muito diferente de um e-mail ou de mensagens instantâneas, a carta traz em seu corpo toda uma gama enorme de trejeitos e escolhas (conscientes ou não) do autor. A caligrafia nos encanta pelo grau de proximidade com o desenho, trazendo à tona muitas das características da pessoa que nos escreve. Ela pode ser cuidadosa e organizada; por vezes corrida e espaçosa; outras vezes ela é dinâmica e objetiva.
Quantos outros adjetivos eu poderia enfileirar aqui? Inúmeros e eles não abarcariam a tamanha variedade das caligrafias.
Olhá-las é um encanto, sem contar que, dentro deste meu círculo de amigos, muitos praticam o desenho e, felizmente, recebo muitas cartas que, além do desenho da caligrafia, também trazem outros desenhos, sejam eles meditativos, relacionados a algum conteúdo do texto, ou decorativos.
E estas caligrafias também se comportam de formas diferentes com materiais diferentes: o bico de pena é uma ferramenta que parece exigir uma disciplina de escrita muito mais cuidadosa que uma caneta esferográfica. A letra das pessoas parece “ser domada” pelas exigências da ferramenta. É algo interessantíssimo. Além disso, há o papel. Ah, o papel!
A relação do papel com o material com que o autor escreve a carta é um resultado de uma cuidadosa escolha e ao mesmo tempo de uma experimentação: a tentativa de escrever com uma cor sobre outra; se há contraste o suficiente, se o papel não permite o deslizar da caneta... enfim, são muitos desafios e experimentações que podem ser apreciadas e saboreadas.
Como não dedicar um tempo de sua vida para apreciar tamanho prazer? Sim, isso mesmo, não é apenas o autor que dedica o seu tempo de vida para escrever uma carta. O leitor também há de gastar um tempo, um cuidado com aquele precioso objeto que chegou até suas mãos: primeiro, há a felicidade de receber uma carta numa época em que o correio nos manda apenas propagandas e contas (e chega sem alardes: nada de “plins” e “plóins” apitantes das mensagens instantâneas).
Depois, a surpresa e a felicidade de descobrir o remetente: quem será que se dedicou tanto para me enviar um objeto tão especial? E então vem o ritual de abrir o envelope: cada leitor tem seu jeito – alguns utilizando talvez até mesmo um agora raro abridor de cartas; outros talvez rasguem o envelope com a mão pelo tanto de ansiedade. Outros talvez guardem a carta até um momento mais calmo para lê-la, abrindo-a com um estilete ou tesoura...
E então a carta surge, dobradinha e misteriosa para se abrir e revelar em mãos curiosas, para o olhar apreciar. É quando sentimos a textura, o peso e o cheiro do papel; quando somos impactados pela página inteira de desenhos, a composição visual do todo. A cor da tinta sobre o fundo, a pressão da caneta marcando volumes ou não. O olhar segue as linhas, por vezes retas e em outros casos, tortinhas, mas que nos sussurram a melodia do fluxo do texto, fazendo-nos apreciar até mesmo aqueles pontinhos onde a mão parou por um momento e a tinta se depositou numa micro-pocinha . É algo encantador.
Na introdução do livro “Achei que meu pai era Deus”, Paul Auster, o organizador do livro, descreveu muito bem como era ler cartas de seus ouvintes (ele fazia um programa de rádio). Ele disse algo como “ler a carta de alguém é entrar num mundo muito único e, ao termina-la e iniciar uma nova, outro mundo se abria”. Não me lembro exatamente quais eram as palavras (também não tenho o livro comigo, sinto muito – o emprestei e ele se foi), mas ele também dizia estar impressionado com a “força da paixão interna” com a qual todos nós vivemos e que se tornava tão evidente nestas cartas. Eu concordo com ele. Fico hipnotizada e encantada quando leio uma carta. É o carinho que o autor dedica a mim: ele me permite entrar em seu pensamento, em seu mundo, em suas reflexões e sentimentos, desligando-me dos meus próprios pensamentos, ativando minhas emoções, meu envolvimento com este tempo de vida que me foi dedicado. É um balãozinho de tempo e espaço que se abre em nosso cotidiano para podermos apreciar a chama interna de outrem.
E é por isso que continuo a escrever cartas. É um ato que estimula, e muito, a minha criatividade e o próprio ato de desenhar.
No início, tantos anos apenas digitando no teclado transformou minha escrita manual numa caligrafia algo convulsiva-espasmódica, mas acho que depois de quase dois meses de prática, ela está ficando menos estranha. E sinto que houve também uma melhora significativa no desenho também: a mão que no começo reclamava de dores, agora não fica mais dolorida e, ao mesmo tempo, o traçado do desenho parece estar mais firme e consistente. Enfim, é compreensível, já que devem se tratar de grupos musculares muito similares, se não iguais.
Mas os benefícios não foram apenas físicos. A concentração, o foco e o fluir mental também parecem ter se beneficiado muito. Sinto-me mais alerta e concentrada ao desenhar, sendo que os detalhes parecem “mais nítidos” aos olhos mentais. Será apenas um efeito placebo? :)
Enfim, ouso dizer que, se você deseja receber uma carta minha, sim, eu lhe enviarei com todo o prazer. Posso inclusive escrever em inglês, mas neste quesito ainda não me garanto – como podem perceber em minhas precárias traduções, o nível ainda está no “the book is on the table”. Se você não se importar, enviarei mesmo assim e agradeço antecipadamente pela sua paciência. Basta colocar seu endereço na caixa de comentários: como seu conteúdo só pode ser liberado por mim, por favor, me dê um toque se não quiser seu endereço divulgado. Seu comentário será “bloqueado”, mas terei seu endereço e este não será publicado no blog.
Espero que se animem a me escrever de volta também: adoraria conhecer melhor quem frequenta esta minha modesta casinha.
Muito obrigada a você que teve a paciência de ler até aqui esta longa postagem e...
Feliz Ano Novo!!! Que 2016 seja cheio de alegria, paz e felicidades! :)
Isto foi em meados de novembro e, conforme o tempo foi passando, fui colecionando o endereço de um número maior de pessoas. Confesso que até agora enviei cartas a quase trinta pessoas diferentes, tendo recebido o feliz retorno de mais de meia dúzia delas.
Mas enfim, por qual razão escrever cartas numa época de tantas formas de comunicação instantâneas e gratuitas?
Acho que é exatamente por isso: as excessivas mensagens cheias de abreviações, ligeiras, sem começo, meio e fim – apenas uma longa sequência de frases curtas e por vezes desconexas –; talvez o ato de enviar cartas escritas à mão seja até mesmo uma modesta forma de contestação dessa enxurrada de comunicação fragmentada em que vivemos nos dias de hoje.
Escrever uma carta pede outro tipo de tempo. Ela exige uma capacidade de planejar, de projetar para evitar os erros e por vezes improvisar para contorna-los; não é um Word – a carta escrita à mão não aceita copy+paste (a não ser que você seja do tipo que “passa a limpo”, o que já é um planejamento por si só), nem Ctrl+Z. Ela exige concentração e foco para não escrever disparates a torto e a direito; exige que algumas regras sejam seguidas, como uma ortografia minimamente coerente para uma boa compreensão do texto e um fluxo de escrita não fragmentada como a das mensagens instantâneas.
Tudo isto demanda um tempo. E quando falamos de tempo, não posso deixar de me lembrar o que disse Jose “Pepe” Mujica, ex-presidente Uruguaio, quando define o tempo como algo extremamente precioso: o tempo de nossas vidas. Ele nos questiona como nós queremos gastá-lo (para o vídeo na íntegra, clique aqui).
Acho que escrever uma carta, exatamente por exigir um tempo mais dilatado que meras sequências de abreviações, emoticons e “kkks” do meio virtual, mostra o quão ela é especial. Ela é um tempo que um indivíduo dedica de sua vida – do seu tempo de vida – para transmitir um pensamento, um sentimento ao seu leitor. A carta tem um outro peso neste sentido.
Talvez alguns critiquem dizendo que a carta está mais próxima de um monólogo do que uma “conversa democrática” como num chat de whatsapp. Mas a participação democrática está na capacidade do leitor ler, compreender e analisar com profundidade e, principalmente, responder ao autor da carta, de forma coerente. É uma comunicação mais longa, que tem um tempo de escrita, envio, recebimento e resposta muito mais longo, mas que seguem as regras da circulação dos objetos reais – materiais – pelo mundo.
E é também nesta materialidade que reside um dos pontos mais interessantes de uma carta.
Muito diferente de um e-mail ou de mensagens instantâneas, a carta traz em seu corpo toda uma gama enorme de trejeitos e escolhas (conscientes ou não) do autor. A caligrafia nos encanta pelo grau de proximidade com o desenho, trazendo à tona muitas das características da pessoa que nos escreve. Ela pode ser cuidadosa e organizada; por vezes corrida e espaçosa; outras vezes ela é dinâmica e objetiva.
Quantos outros adjetivos eu poderia enfileirar aqui? Inúmeros e eles não abarcariam a tamanha variedade das caligrafias.
Olhá-las é um encanto, sem contar que, dentro deste meu círculo de amigos, muitos praticam o desenho e, felizmente, recebo muitas cartas que, além do desenho da caligrafia, também trazem outros desenhos, sejam eles meditativos, relacionados a algum conteúdo do texto, ou decorativos.
E estas caligrafias também se comportam de formas diferentes com materiais diferentes: o bico de pena é uma ferramenta que parece exigir uma disciplina de escrita muito mais cuidadosa que uma caneta esferográfica. A letra das pessoas parece “ser domada” pelas exigências da ferramenta. É algo interessantíssimo. Além disso, há o papel. Ah, o papel!
A relação do papel com o material com que o autor escreve a carta é um resultado de uma cuidadosa escolha e ao mesmo tempo de uma experimentação: a tentativa de escrever com uma cor sobre outra; se há contraste o suficiente, se o papel não permite o deslizar da caneta... enfim, são muitos desafios e experimentações que podem ser apreciadas e saboreadas.
Como não dedicar um tempo de sua vida para apreciar tamanho prazer? Sim, isso mesmo, não é apenas o autor que dedica o seu tempo de vida para escrever uma carta. O leitor também há de gastar um tempo, um cuidado com aquele precioso objeto que chegou até suas mãos: primeiro, há a felicidade de receber uma carta numa época em que o correio nos manda apenas propagandas e contas (e chega sem alardes: nada de “plins” e “plóins” apitantes das mensagens instantâneas).
Depois, a surpresa e a felicidade de descobrir o remetente: quem será que se dedicou tanto para me enviar um objeto tão especial? E então vem o ritual de abrir o envelope: cada leitor tem seu jeito – alguns utilizando talvez até mesmo um agora raro abridor de cartas; outros talvez rasguem o envelope com a mão pelo tanto de ansiedade. Outros talvez guardem a carta até um momento mais calmo para lê-la, abrindo-a com um estilete ou tesoura...
E então a carta surge, dobradinha e misteriosa para se abrir e revelar em mãos curiosas, para o olhar apreciar. É quando sentimos a textura, o peso e o cheiro do papel; quando somos impactados pela página inteira de desenhos, a composição visual do todo. A cor da tinta sobre o fundo, a pressão da caneta marcando volumes ou não. O olhar segue as linhas, por vezes retas e em outros casos, tortinhas, mas que nos sussurram a melodia do fluxo do texto, fazendo-nos apreciar até mesmo aqueles pontinhos onde a mão parou por um momento e a tinta se depositou numa micro-pocinha . É algo encantador.
Na introdução do livro “Achei que meu pai era Deus”, Paul Auster, o organizador do livro, descreveu muito bem como era ler cartas de seus ouvintes (ele fazia um programa de rádio). Ele disse algo como “ler a carta de alguém é entrar num mundo muito único e, ao termina-la e iniciar uma nova, outro mundo se abria”. Não me lembro exatamente quais eram as palavras (também não tenho o livro comigo, sinto muito – o emprestei e ele se foi), mas ele também dizia estar impressionado com a “força da paixão interna” com a qual todos nós vivemos e que se tornava tão evidente nestas cartas. Eu concordo com ele. Fico hipnotizada e encantada quando leio uma carta. É o carinho que o autor dedica a mim: ele me permite entrar em seu pensamento, em seu mundo, em suas reflexões e sentimentos, desligando-me dos meus próprios pensamentos, ativando minhas emoções, meu envolvimento com este tempo de vida que me foi dedicado. É um balãozinho de tempo e espaço que se abre em nosso cotidiano para podermos apreciar a chama interna de outrem.
E é por isso que continuo a escrever cartas. É um ato que estimula, e muito, a minha criatividade e o próprio ato de desenhar.
No início, tantos anos apenas digitando no teclado transformou minha escrita manual numa caligrafia algo convulsiva-espasmódica, mas acho que depois de quase dois meses de prática, ela está ficando menos estranha. E sinto que houve também uma melhora significativa no desenho também: a mão que no começo reclamava de dores, agora não fica mais dolorida e, ao mesmo tempo, o traçado do desenho parece estar mais firme e consistente. Enfim, é compreensível, já que devem se tratar de grupos musculares muito similares, se não iguais.
Mas os benefícios não foram apenas físicos. A concentração, o foco e o fluir mental também parecem ter se beneficiado muito. Sinto-me mais alerta e concentrada ao desenhar, sendo que os detalhes parecem “mais nítidos” aos olhos mentais. Será apenas um efeito placebo? :)
Enfim, ouso dizer que, se você deseja receber uma carta minha, sim, eu lhe enviarei com todo o prazer. Posso inclusive escrever em inglês, mas neste quesito ainda não me garanto – como podem perceber em minhas precárias traduções, o nível ainda está no “the book is on the table”. Se você não se importar, enviarei mesmo assim e agradeço antecipadamente pela sua paciência. Basta colocar seu endereço na caixa de comentários: como seu conteúdo só pode ser liberado por mim, por favor, me dê um toque se não quiser seu endereço divulgado. Seu comentário será “bloqueado”, mas terei seu endereço e este não será publicado no blog.
Espero que se animem a me escrever de volta também: adoraria conhecer melhor quem frequenta esta minha modesta casinha.
Muito obrigada a você que teve a paciência de ler até aqui esta longa postagem e...
Feliz Ano Novo!!! Que 2016 seja cheio de alegria, paz e felicidades! :)
Canetas esferográficas sobre papel colorplus A4.
Writing letters
On a Sunday late afternoon, during a coffee time with friends, an idea came up spontaneously: why not write letters to each other? Thus, we exchanged addresses.
This was in November and, as time went on, I've been collecting the address of more and more people. I confess that, so far, I have sent letters to nearly thirty different people, having received the return from more than half a dozen.
But anyway, for what reason are we writing letters in a time when we have so many forms of fast and free communication?
I think that's exactly why: excessive number of abbreviated messages, slight, no beginning, middle and end - just a long series of short and sometimes disjointed sentences -; perhaps the act of sending handwritten letters is a modest challenge to this amount of fragmented communication that we use so much nowadays.
Write a letter asks for another type of time. It requires an ability to plan, to design, to avoid the mistakes and sometimes improvise to solve them; It is not a Word software - the handwritten letter does not accept copy + paste (unless you're the type who "copy out", which is a planning act for itself), or Ctrl + Z. It requires concentration and focus to do not write nonsense; it requires following certain rules like a minimally coherent spelling for a good understanding, something very different from the fragmented instant messages.
All this demands time. And when we talk about time, I always remember what Uruguay Former President, Jose "Pepe" Mujica, said: time is something extremely precious, because it means the lifespan and he asks us how we want to spend it (for the full video, click here).
I think writing a letter is something very special because it requires an extended time than mere sequences of abbreviations, emoticons and "lols" that we use in the virtual world. It is a Time that one devotes from one's life - the lifetime - to communicate a thought, a feeling to one's reader. Therefore, a letter has a different meaning.
Some may criticize saying that the letter is closer to a monologue than a "democratic conversation" as a whatsapp chat. But the democratic participation lies at the reader's ability to read, understand and analyze in depth and, above all, respond to the author of the letter in a coherent way. It is a longer communication, which requires a time to write, to send, to receive and to answer, but that follows the flow of real objects – material objects - around the world.
And one of the most interesting points of a letter lies on its materiality.
Unlike an e-mail or instant messaging, the letter brings in itself a wide range of mannerisms and choices (conscious or not) from the author. The handwriting amazes us by its proximity to drawing, bringing to surface much of the personality of the writer. It can be careful and organized; sometimes rushed and wide; in another time it is dynamic and objective.
How many other adjectives could I line up here? Numerous and they wouldn't embrace such variety of calligraphies.
Looking at them is a special enchantment. Plus: within my friends, many practice drawing and luckily I receive many letters with things beyond calligraphy such as little sketches - sometime meditative ones, other times related to some content of the text, or even decorative drawings.
And the handwriting also reacts differently in face of different materials: pen and ink are tools that seem to require a much more careful writing discipline than a ballpoint pen. The letter seems to be "tamed" by the demands of the tool. It's something really interesting. And there’s more: the paper. Oh, the paper!
The relationship between paper and ink + pen made by the writer is a result of a careful choice and it is, at the same time, an experiment: trying to write with a color over another; is there enough contrast? Does the paper allow the pen to smoothly slip? Well, there are many challenges and trials that can be appreciated and enjoyed.
How not spend time in your life enjoying such pleasure? Yes, that's right, it’s not only the author who dedicates his lifetime for the letter: the reader will also spend it, an attention with that precious object that reached his or her hands: first, there is the happiness of receiving a letter at a time when the mail deliver us only advertisements and bills (and the letter arrives without any fanfare: no whistling "plins" or "plons" like instant messages). Then the surprise and happiness of discovering the sender: who put so much effort to send me such a special object? And then we have the envelope opening ritual: each reader has its own way - some using perhaps a rare letter opener; others might rip the envelope using the hands because of some anxiety. Others may keep the letter until a quieter time to read it, opening it with a cutter or scissors...
And then the letter appears, folded and mysterious to reveal itself in between curious hands to be appreciated by our eyes. It is when we feel the texture, weight and the smell of the paper; when we are impacted by the full-page drawing, the whole visual composition. The color of the ink on the background, the pen pressure can be checked through subtle volumes on the paper. The eyes follow the lines, sometimes straight and in other cases, sinuous, but always whispering the melody flow of the text, making us appreciate even those dots where the hand paused for a moment and the ink was deposited forming a micro puddle. It's something captivating.
In the introduction of "I Thought my Father was God", Paul Auster, the book organizer, described very well how was to read the letters from his listeners (he had a radio program). He said something close to "read the letter from someone is entering into a very unique world and when it finishes and a new one starts, another world opens up." I do not remember his exact words (I'm sorry , I lent the book and now it’s gone), but he also said that he was impressed with the "strength of the inner passion" with which we all live and that became so evident in these letters. I agree with him. I am mesmerized and delighted when I read a letter. It is a kindness dedicated by the author, it allows me to enter in his or her mind, world, in thoughts and feelings, disconnecting me from my own thoughts, activating my emotions and creating a commitment with this lifetime that was dedicated to me. It's a small balloon opened up in time and space in our daily lives that allows us to appreciate someone else’s inner flame.
This is why I continue to write letters. It is an act that stimulates a lot of my creativity and the very act of drawing.
At first, many years just typing on the keyboard turned my handwriting into a something convulsive, spasmodic handwriting, but I think that after nearly two months of practice, it is becoming less strange. And I feel that there was also a significant improvement in the sketching as well: I felt a lot of pain in the hand at first, but now it is less painful and at the same time, the sketch tracing seems to be firmer and more consistent. Anyway, it's understandable, as it might be the very similar muscle groups, if not the same.
But the benefits are not just physical. The concentration, focus and mental flow also appear to have benefited a lot. I feel more alert and focused to draw, and the details seem "sharper" for the mind's eyes. Is it just a placebo effect? :)
Anyway, if you want to receive a letter from me, yes, I would send to you with great pleasure. I can write some English, but as you can see, the level is still around "the book is on the table." If you do not mind with such poor English I thank you in advance for your patience. Please feel free to write your address in the comments box: its content can only be released by me, so please tell me if you don’t want your address published. Your comment will be "blocked", but I will have your address and it will not be published on the blog.*
I hope you feel encouraged also to write me back; I’d love to know better who visits this modest little place.
This was in November and, as time went on, I've been collecting the address of more and more people. I confess that, so far, I have sent letters to nearly thirty different people, having received the return from more than half a dozen.
But anyway, for what reason are we writing letters in a time when we have so many forms of fast and free communication?
I think that's exactly why: excessive number of abbreviated messages, slight, no beginning, middle and end - just a long series of short and sometimes disjointed sentences -; perhaps the act of sending handwritten letters is a modest challenge to this amount of fragmented communication that we use so much nowadays.
Write a letter asks for another type of time. It requires an ability to plan, to design, to avoid the mistakes and sometimes improvise to solve them; It is not a Word software - the handwritten letter does not accept copy + paste (unless you're the type who "copy out", which is a planning act for itself), or Ctrl + Z. It requires concentration and focus to do not write nonsense; it requires following certain rules like a minimally coherent spelling for a good understanding, something very different from the fragmented instant messages.
All this demands time. And when we talk about time, I always remember what Uruguay Former President, Jose "Pepe" Mujica, said: time is something extremely precious, because it means the lifespan and he asks us how we want to spend it (for the full video, click here).
I think writing a letter is something very special because it requires an extended time than mere sequences of abbreviations, emoticons and "lols" that we use in the virtual world. It is a Time that one devotes from one's life - the lifetime - to communicate a thought, a feeling to one's reader. Therefore, a letter has a different meaning.
Some may criticize saying that the letter is closer to a monologue than a "democratic conversation" as a whatsapp chat. But the democratic participation lies at the reader's ability to read, understand and analyze in depth and, above all, respond to the author of the letter in a coherent way. It is a longer communication, which requires a time to write, to send, to receive and to answer, but that follows the flow of real objects – material objects - around the world.
And one of the most interesting points of a letter lies on its materiality.
Unlike an e-mail or instant messaging, the letter brings in itself a wide range of mannerisms and choices (conscious or not) from the author. The handwriting amazes us by its proximity to drawing, bringing to surface much of the personality of the writer. It can be careful and organized; sometimes rushed and wide; in another time it is dynamic and objective.
How many other adjectives could I line up here? Numerous and they wouldn't embrace such variety of calligraphies.
Looking at them is a special enchantment. Plus: within my friends, many practice drawing and luckily I receive many letters with things beyond calligraphy such as little sketches - sometime meditative ones, other times related to some content of the text, or even decorative drawings.
And the handwriting also reacts differently in face of different materials: pen and ink are tools that seem to require a much more careful writing discipline than a ballpoint pen. The letter seems to be "tamed" by the demands of the tool. It's something really interesting. And there’s more: the paper. Oh, the paper!
The relationship between paper and ink + pen made by the writer is a result of a careful choice and it is, at the same time, an experiment: trying to write with a color over another; is there enough contrast? Does the paper allow the pen to smoothly slip? Well, there are many challenges and trials that can be appreciated and enjoyed.
How not spend time in your life enjoying such pleasure? Yes, that's right, it’s not only the author who dedicates his lifetime for the letter: the reader will also spend it, an attention with that precious object that reached his or her hands: first, there is the happiness of receiving a letter at a time when the mail deliver us only advertisements and bills (and the letter arrives without any fanfare: no whistling "plins" or "plons" like instant messages). Then the surprise and happiness of discovering the sender: who put so much effort to send me such a special object? And then we have the envelope opening ritual: each reader has its own way - some using perhaps a rare letter opener; others might rip the envelope using the hands because of some anxiety. Others may keep the letter until a quieter time to read it, opening it with a cutter or scissors...
And then the letter appears, folded and mysterious to reveal itself in between curious hands to be appreciated by our eyes. It is when we feel the texture, weight and the smell of the paper; when we are impacted by the full-page drawing, the whole visual composition. The color of the ink on the background, the pen pressure can be checked through subtle volumes on the paper. The eyes follow the lines, sometimes straight and in other cases, sinuous, but always whispering the melody flow of the text, making us appreciate even those dots where the hand paused for a moment and the ink was deposited forming a micro puddle. It's something captivating.
In the introduction of "I Thought my Father was God", Paul Auster, the book organizer, described very well how was to read the letters from his listeners (he had a radio program). He said something close to "read the letter from someone is entering into a very unique world and when it finishes and a new one starts, another world opens up." I do not remember his exact words (I'm sorry , I lent the book and now it’s gone), but he also said that he was impressed with the "strength of the inner passion" with which we all live and that became so evident in these letters. I agree with him. I am mesmerized and delighted when I read a letter. It is a kindness dedicated by the author, it allows me to enter in his or her mind, world, in thoughts and feelings, disconnecting me from my own thoughts, activating my emotions and creating a commitment with this lifetime that was dedicated to me. It's a small balloon opened up in time and space in our daily lives that allows us to appreciate someone else’s inner flame.
This is why I continue to write letters. It is an act that stimulates a lot of my creativity and the very act of drawing.
At first, many years just typing on the keyboard turned my handwriting into a something convulsive, spasmodic handwriting, but I think that after nearly two months of practice, it is becoming less strange. And I feel that there was also a significant improvement in the sketching as well: I felt a lot of pain in the hand at first, but now it is less painful and at the same time, the sketch tracing seems to be firmer and more consistent. Anyway, it's understandable, as it might be the very similar muscle groups, if not the same.
But the benefits are not just physical. The concentration, focus and mental flow also appear to have benefited a lot. I feel more alert and focused to draw, and the details seem "sharper" for the mind's eyes. Is it just a placebo effect? :)
Anyway, if you want to receive a letter from me, yes, I would send to you with great pleasure. I can write some English, but as you can see, the level is still around "the book is on the table." If you do not mind with such poor English I thank you in advance for your patience. Please feel free to write your address in the comments box: its content can only be released by me, so please tell me if you don’t want your address published. Your comment will be "blocked", but I will have your address and it will not be published on the blog.*
I hope you feel encouraged also to write me back; I’d love to know better who visits this modest little place.
Thank you very much for your patience if you read until here and I would like to wish you...
A Very Happy New Year!!! :)
Ballpoint pen on Colorplus A4.
*very freely and badly translated.
domingo, 15 de junho de 2014
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Envelope de Postagem
Hidrocor sobre envelope de craft.
Dentro, encomenda do Delírios do Paraíso. :)
Mailing Envelope
Watercolor pen on craft envelope.
Inside, a print from my online shop, Delírios do Paraíso. :)
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Férias
Devido ao altíssimo número de spams e também por absoluta e total exaustão, este blog será fechado por tempo indeterminado a acessos públicos.
Aproveito para tirar meu descanso sabático anual.
Agradeço pela compreensão.
Aproveito para tirar meu descanso sabático anual.
Agradeço pela compreensão.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Post Comemorativo - 2 anos
Hoje tem post comemorativo. São 2 anos (uhu!) de postagens diárias, exceto pela Semana Sabática tirada em maio do ano passado. Acho que foi merecido. E ainda acho que tiro mais uma este ano - só não sei quando.
Como é de praxe, coloco de novo alguns materias que agora tenho em mãos: novos caderninhos!
Como eu os fiz nuns dias em que estava saindo de uma gripe forte e estava ruim da cabecinha, acabei esquecendo de colocar telinhas para segurar o miolo pela espinha da encadernação em três deles, mas tudo ok - se os caderninhos desmontarem desmontou.
O mais importante é que, além dos caderninhos industriais, tenho agora novos caderninhos artesanais. E, abrindo o coração, confesso que tenho uma certa dó de usar os cadernos industriais ou os que me deram de presente - sei lá, apego sentimental, acabamento, papel bom... Então acabo por montar estes caderninhos tosquinhos quase que "de guerra" para o dia-a-dia. O miolo é composto de tudo quanto é tipo de papel solto que eu tinha em casa - desde papel jornal que embrulhou ovos e bifinhos de feira livre (tinha até uns sanguinhos secos - hahaha), passando por seda com logomarca de loja de cosméticos que veio em presente de Natal, até capas de blocos de canson. tudo quanto é papel comigo agora vira caderninho. Acho que aproveito bem o curso de encadernação que fiz no ano passado. :)
Agora, a postagem de hoje:
Igrejinha na Lapa/Pompéia.
Esferográfica (ainda) sobre caderninho japa-verde.
Commemorative pos - 2 years
Two years of daily posts, except for the Sabbatical Week, last may.
New sketchbooks and today's post: a Church at Lapa/Pompeía.
Ballpoint pen on green japanese sketchbook.
Assinar:
Postagens (Atom)
































